30/07/2008

postman scriptum

Embora eu tenha me esforçado ao máximo para aproveitar este belo laboratório que foi o blog, uma extensão das aulas, infelizmente nesta última atividade de avaliação não pude ter toda a dedicação que eu gostaria.

Como profissional de Eventos, sofro em algumas datas sazonais, como esta, que estou às vésperas de uma grande feira que faço parte da equipe organizadora. Os dias têm sido curtos, o trabalho longo e o cansaço ainda maior, sobretudo mental. Porém é sempre uma alegria acessar este blog que traz excelentes recordações das aulas.

Agradeço ao professor pelo curso e aos colegas, pelo excelente semestre que tivemos.

Thaís

Avaliação: Essa é pra acabar

"Sempre foi difícil terminar
Sempre é um suplício esse momento
Mas temos que acabar
Não adianta essa demora
Se tudo acaba um dia
Então porque que não agora"

Este é o trecho de uma música do multi-talentoso Luiz Tatit que já é auto-explicativa... O curso foi muito proveitoso. Todas as aulas proporcionaram momentos de reflexão, a classe foi muito participativa e enriqueceu os diálogos.

A proposta deste blog foi ainda mais agradável, pois estendeu o que aprendemos em sala de aula para nossas casas, para pensarmos mais um pouco. Espero assim, continuar com estes conceitos e questionando um pouco mais diante da Mídia e do Poder, sem deixar de pensá-los, pois fazem parte de nossas vidas e estão em nós.

Avaliação: Refletindo

E como o tempo é líquido, a vida é muito dinâmica. Tudo acontece e se transforma muito rapidamente. A internet torna os meios mais velozes, dentre eles também a Mídia. E esta velocidade deste tempo está em tudo. Inclusive nos comportamentos de consumo. As pessoas consomem tão rápida e compulsivamente que acabam sendo consumidas.

São consumidas pela publicidade que vende uma felicidade que não exsite, pela disseminação de crenças e estilos de vida, pelos valores impostos pelos conglomerados midiáticos, pelos padrões de "beleza" e por tudo o mais que aqueles que têm "Poder" assim quiserem...

Diante disso, cabe somente a cada um de nós refletir sobre esta "máquina" que tenta nos engolir o tempo todo e resgatar nossa individualidade e humanidade (no melhor sentido da palavra), antes que os bons valores se percam.

Avaliação: Tempo Líquido

Além do consumo e da liquidez, uma das grandes características de nossa época é o tempo veloz... Totalmente conceituada na teoria de Bauman, da liquidez, do deslize, assim é o nosso tempo. Nossa sociedade é sempre apressada, tudo deve ser produtivo, o ritmo é sempre acelerado e cada vez mais o tempo se torna escasso. Esta passagem "apressada" do tempo só mostra o quanto as pessoas estão cada vez mais voltadas para si, a socidade valoriza a Vida, não se fala da Morte. Entretanto a Morte está presente, ainda que não seja dita, pois é temida. Hoje as notícias são velozes, os meios de comunicação trasnmitem os fatos em tempo real, o jornal impresso começa a sofrer com o "longo" periodo que é um dia... A internet e as tecnologias cada vez mais permitem esta interatividade e a transformação da comunicação em tempo real. Esta dualidade nos leva à dicotomia Viver o ócio versus a Lógica da Produção.

Avaliação: atividade II

Apresentamos o nosso segundo trabalho, o seminário sobre a obra Admirável Mundo Novo, conforme informações neste Blog. O Grupo teve muitos momentos de reflexão e conversas extremamente produtivas e analíticas. Um verdadeiro exercício de Ponto de Vista Epistêmico.


A pluralidade de temas e metáforas da obra de Huxley foi um aprendizado antes, durante e após o trabalho de apresentação, uma experiência muito especial, rica em detalhes.

Avaliação: Publicidade e Poder

Toda esta cultura de consumo não poderia existir com tal êxito se não fosse uma arma muito poderosa: a publicidade!
Refletimos um pouco a partir de comentários do livro "A publicidade é um cadáver que nos sorri" do italiano Oliviero Toscani, mundialmente conhecido pelas inusitadas campanhas da Benetton.

"Sem publicidade não existiria veículo de massa". Neste mundo globalizado, centrado no consumo, a publicidade é fundamental, porém notamos que a publicidade não tem como função apenas o sentido estritamente comercial, de consumo, ela pode promover informação e comunicar diferentes discursos e ideais.

Avaliação: Cultura do Consumo

Benjamin R. Barder apresenta sua "teoria" da Cultura MC World. Compara esta nova cultura a um cavalo de Tróia que invade as culturas locais, centrada no poder e na informação que impõem, cujo foco é a Cultura de Mercado, formando consumidores e não cidadãos.É a agressiva cultura do consumo, onde há sempre algo que possa ser consumido, independente da classe social. Nesta cultura de mercado, os indesejáveis são os atrasados e os que imaginam uma outra possibilidade, de respeito às diferenças, onde seja possível construir a alegria na diferença e na pluralidade.

Ainda na Cultura de Mercado, sujeito e objeto negociam chegar numa ilusão de reciprocidade. Entretanto todos podem consumir, mas nem todos podem consumir as mesmas coisas.
Compra-se tudo, mas não se encontra a vida. O autor nos faz a pergunta: Restarão cidadãos?

Avaliação: há uma luz no fim da Caverna

Refletimos sobre o mito da Caverna, apresentado na República de Platão de onde pudemos fazer uma analogia com os temas atuais de Mídia e Poder. Doxa é a opnião sobre o real (as sombras da caverna) e ALÉTHEA é a verdade (a luz, fora da caverna). Deste modo, a mídia tem este poder de criar imagens projetadas na parede e produzir uma realiadade que não existe.

É sempre curioso observarmos, sobretudo o que diz respeito a temas mais polêmicos, qual o posicionamento da mídia. Se re-cria os fatos ou se os projeta como são. É papel dos veículos de comunicação assumir este posicionamento, dos profissionais de comunicação primarem pela ética e dos leitores e ouvintes de desenvolver esta habilidade crítica e buscarem enxergar além da caverna...

Avaliação: Modernidade Líquida

Um assunto muito interessante que abordamos foi o da teoria de Modernidade Líquida de Zygmunt Bauman. Segundo esta linha de pensamento, "A Sociedade Moderna, como os líquidos, se caracteriza por uma incapacidade de se manter a forma". Vivemos atualmente numa sociedade da dualidade do sólido versus o líquido.

Mídia: Nela os conceitos e interesses se almodam ao sabor das ondas, aos altos e baixos e às discrepâncias da natureza, superfície plena que cobre todo o planeta que afaga e afoga...

Avaliação: nem tanto Platão nem muito Aristóteles

A partir de um afresco de Rafael da Escola de Atenas, refletimos sobre personagens famosos da história grega ali representados: Platão e Aristóteles. O primeiro, representando a filosofia abstrata e teórica, e o segundo, caracterizado pela preocupação com o mundo concreto e material, a filosofia natural e empírica.

Cada um representa um dos diferentes caminhos do conhecimento, porém complementares. Concluimos que não basta discutir teoricamente, há sempre o ponto de vista empírico. Nenhuma análise deve ser extrema e sim buscar um ponto de vista epistêmico, que contemple as diversas formas e percepções e a mídia não pode, ou não deveria, apresentar um ponto de vista só.



27/07/2008

Avaliação: mini-seminário

Apresentamos o perfil das duas revistas escolhidas, Carta Capital e Veja, a linguagem por elas usada, as entrevistas realizadas e os dados estatísticos selecionados. Diante disso as diferenças de abordagem foram imensas e concluímos que embora o papel da Mídia seja ser Meio, ela tem agido com muito mais Poder e sem uma visão epistêmica. Cada uma das revistas teve uma abordagem tendenciosa de acordo com seus “princípios” e ideais políticos.

Os outros grupos também pesquisaram temas polêmicos e interessantes para a reflexão. Os grupos foram, de modo geral, muito bons!!!


26/07/2008

Avaliação: atividade I

Já nas primeiras aulas definimos os grupos que desenvolveriam os dois seminários no semestre. A escolha foi uma “seleção natural”, onde os grupos se formaram a partir das obras que cada um teve preferência em estudar.

Eu fiz parte do ADMIRÁVEL GRUPO NOVO. Todos optaram pela obra-prima de Huxley, que além de rica em conteúdo e reflexões indicava ser o primeiro grupo para criar um mini-seminário de tema livre e o primeiro a expor o seminário do livro.


Boas discussões renderam diante da reflexão que o curso propõe e após muitas conversas optamos por apresentar retratar a imparcialidade e as diferenças em se apresentar um mesmo fato em dois veículos "iguais". Escolhemos duas linhas editoriais distintas: Carta Capital e Veja. Como objeto de estudo abordamos as publicações sobre a saída de Fidel Castro do poder.

Avaliação: Ponto de Vista Epistêmico

Aprendemos que existem vários e inúmeros pontos de vista, os quais são necessários para se ter uma percepção correta dos fatos, sobretudo quando o assunto é Mídia. E, por falar em Mídia, refletimos também sobre seu significado que, embora muitas vezes passe por nossos olhos e ouvidos como trivial, é o MEIO por que se apresenta ou representa algo.

Tratamos do conceito de multiperspectividade. Assim, o poder que a mídia pode ou não exercer é percebido por uma visão epistêmica, cuja finalidade não é escolher um certo ou errado, mas sim ter diversas formas de perspectiva e que promova reflexão.

Avaliação: Another brick in the wall

Foi assim que as aulas do curso de Mídia e Poder começaram, com mais um tijolo... Aula esta, que, infelizmente não pude assistir, pois havia começado o semestre cursando outra disciplina e só me transferi para esta a partir da segunda aula. Esta troca, sem dúvida, foi uma excelente escolha, de aluna da área de Comunicação e Marketing, mais marketing do que comunicação, que gostaria de cursar ao menos uma disciplina de nossos colegas jornalistas. E eis que vim parar em Mídia e Poder, num universo rico de conhecimento, de pluralidade de linguagens e fontes de aprendizado e, sobretudo, propondo uma grande fonte de reflexão.

A seguir serão postadas algumas reflexões das aulas deste semestre com comentários pessoais e impressões gerais.

29/06/2008

Lei Seca: será?

Muita polêmica foi criada depois da medida "rígida" brasileira em tentar resolver os abusos no trânsito.

As prudências dos motoristas são inúmeras e aumntam a cada dia as estatísticas de acidentes e mortes no trânsito urbano e nas estradas.

Eu sou a favor desta lei, contanto que a fiscalização seja intensa e a punição aconteça de fato. Acredito que este radicalismo, neste caso, faça sim a diferença e comece a conscientizar os motoristas.

Agora é acompanhar para ver...

22/06/2008

Fim das aulas


Depois fizemos uma SÍNTese das aulas, recapitulando tudo o que aprendemos no semestre.


E para fechar com chave de ouro, mais Chaplin: O Grande Ditador. Mais um clássico do grande gênio, que termina com um emocionante discurso a favor da paz.

Tempos Modernos


Em nossa última aula, começamos com o grande Charlie Chaplin no clássico Tempos Modernos.

O tempo da máquina, da velocidade que, se nos anos 1930 já transformavam as pessoas em nossa sociedade atual, ainda mais veloz, dinâmica e com máquinas mais leves, com softwares e infinitas tecnologias,nos "atropelam" e engolem ainda mais...

Para quem quiser conferir o trecho, vale a pena não só esta parte, mas o filme todo

20/06/2008

Crise de alimentos?

A Folha de SP divulgou nesta sexta-feira, 20/06 matéria com pesquisa do Hospital do Coração revelando que modelos têm excesso de gordura e são sedentárias. A polêmica já é pública da magreza excessiva das modelos que não comem, mas o que se imagina é que no máximo são anêmicas e anoréxicas. Entretanto a pesquisa revela que os maus hábitos alimentares e de saúde, dieta desequilibrada que causa desnutrição, fraqueza e cansaço crônico.


Em contrapartida, vimos ainda em pleno século XXI, num mundo globalizado e "conectado" milhares de pessoas morrendo de fome, outros lugares com vergonhosos disperdícios de alimentos e o assunto atual é a crise econômica dos alimentos. Em alguns países, como os EUA, e agora até no "terceiro mundo", como o Brasil, aumenta a cada ano o número de obesos, inclusive crianças, que se alimentam em demasia e com alto teor de gordura.

Afinal, a culpa é de quem?
Morre-se de fome, morre-se por comer de mais. Há aqueles que têm o que comer e não comem; os que têm o que comer e comem demais e os que não têm o que comer e tentam...
A mídia, segundo minha opinião, toma partido diferente sobre o assunto, "propagando" e alardando o tema com diferentes pontos de vista, de acordo com o que for mais rentável no momento.

12/06/2008

A impunidade aumenta a criminalidade?

Hoje mais um triste episódio: são roubadas duas gravuras de Pablo Picasso, um óleo sobre tela de Di Cavalcanti e uma pintura de Lasar Segall. E o que a mídia comenta é que este tipo de crime acontece cada vez mais porque raramente há impunidade.

Este é um fato que parece ter sentido, afinal crimes assim dificilmente são punidos, nunca se sabe quem foi o mandante. E se os crimes acontecem é porque há quem recepte estas obras ou encomente estes crimes.

Outro tipo de crime que sofre este aumnto infeliz porque dificilmente é impune, é o roubo a joalherias. Na cidade de SP tivemos 4 assaltos neste ano, sendo 3 deles da mesma rede de joalherias....Neste caso também há quem receba estes produtos roubados e se a polícia não consegue capturar os criminosos em poucas horas as jóias já foram passadas a diante.

Há um trabalho sério da polícia, que tem uma área especializada neste tipo de crime, a 2ªdelegacia de patrimônios, que sabe lidar bem com este tipo de crime, entretanto, o que dificulta este tipo de ação é muitas vezes a mídia "sedenta" por um furo de reportagem. Pude acompahar de perto as informações sobre estes últimos assaltos e soube que como não estava durante o horário de atendimento da delegacia especializada em roubo de jóias, o proprietário da joalheria foi registrar sua ocorrência em uma delegacia comum e mal chegou lá já havia um reporter da Folha de SP ligando no celular do delegado pedindo informações do assalto. O proprietário, numa situação delicada sentiu-se ofendido, obviamente, e já pediu ao delegado que não informasse nada. O delegado disse: "me liga amanhã"... imaginem se o repórter não teve tudo o que queria em poucoas horas...Ao menos todos estes criminosos foram presos e parte das jóias recuperdas.
A polícia nem sempre tem meios de punir, tanto no caso de roubo de jóias como de obras de arte, outras vezes os receptadores são como uma "empresa" que calcula muito bem como agir; em ambas as situações geralmente há falaha nos sistemas de segurança e filmagem, o segurança que não está presente e a mídia que nem sempre ajuda. É uma pena que tantos crimes assim aconteçam sem punição...
Falando em impunidade, entretanto, não é só nestes exemplos, infelizmente, que há impunidade...

08/06/2008

Censura?

Li ontem na Folha que a campanha de dia dos namorados 2008 da C&A foi proibida após denúncia de um consumidor em Vitória-ES.
A campanha, feita pela DM9DDB, envolvia folhetos, TV e cartazes nas lojas de todo Brasil. Não assisto muito à TV,então não sei se já foi para o ar. O consumidor que se sentiu lesado disse que o encarte com 26 folhas induziam ao sexo explícito e soube que era propaganda da loja de departamentos quando viu seu filho de 11 anos folheando o material.
O que tive acesso foram alguns vídeos que estão no youtube:

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Até concordo que possa ser inadequado para veiculação em massa, para crianças sobretudo, porém acho muito piores as cenas da novelas globais.

Por que uns podem e outros não???

07/06/2008

um novo templo de consumo


Conversamos em aula que a sociedade é Antropofágica, e concordo, digo que somos mais do que consumidos, somos Engolidos. O tempo todo, conscientes ou não, os padrões de comportamento e consumo, a mídia, as comunicações, tudo nos conduz a determinados grupos sociais, ou nos exclue, a partir do que consumimos ou deixamos de consumir.

E o pior, este comportamento invade até as indefesas crianças, que são engolidas pela publicidade que quer vender, não importa como, não importa para quem. Não mencionamos na aula, mas um grande símbolo do Consumo foi inaugurado em SP semana passada, o shopping de luxo Cidade Jardim: para raros!

Somos consumidores ou somos consumidos?

Bom, mas a aula deste dia 6 de junho não foi sobre Chaves, estendi o assunto porque muito me agradou. Mas tanto Chaves como Diógenes foram o mote para falarmos sobre as relações de consumo, cada vez mais hiperconsumistas.

HOMO CONSUMANS

A sociedade cada vez mais é do TER e não do SER e os exemplos apresentados da Antigüidade Grega e do não tão antigo, mas nem tão moderno Chaves são o oposto do contexto em que vivemos. Na realidade, ambos estavam inseridos em contextos de consumo, porém não seguiam a tendência do meio.

Alexandre versus Quico

Quando falamos do Alexandre que curiosamente foi visitar o tão falado Diógenes e ficou indignado com tamanha miséria, lembrei do Quico.


Quico era o menino mimadinho e o mais "riquinho" da Vila e algumas vezes se achava melhor que o Chaves, esnobava o que tinha para fazer inveja.


Dois comportamentos distintos de consumo, porque o Chaves, embora algumas vezes até quisesse ter os brinquedos que o Quico tinha, pensava mesmo em saciar sua fome, com o seu alimento favorito: sanduíche de presunto. E em várias ocasiões repreendia o amigo Quico dizendo que ele deveria respeitar e obedecer a sua mãe, pois o Chave não tinha mãe e sabia como isso era ruim.

06/06/2008

Tinha que ser o Chaves!

As aulas estão cada vez melhores, pena que já estão acabando.

Assisto Chaves desde que me entendo por gente, um dos poucos programas de TV que assisto e assisti, diga-se de passagem. E apesar de ver e rever o seriado tantas vezes, nunca soube que o personagem central teria uma inspiração no filósofo grego Diógenes.

Pois bem, não contavam com a astúcia do prof. Dimas para contar a história do grande Diógenes, que era um empenhado representante da corrente filosófica do Cinismo, na época de decadência do império grego. O filósofo pregava o anti-consumo, a valorização do Ser, não do Ter.


E o Chaves é o exemplo da simplicidade e do não consumismo em pessoa. Menino pobre e sempre com fome que apareceu na vila e foi acolhido por todos. Morava num barril (na verdade morava no 8, mas todo mundo só o via no barril), vivia de doações, quando lhe davam, mas nunca pedia nada e este humor simples e inteligente das trabalhadas do menino Chaves com as outras crianças - Quico, Chiquinha, Nhonho, Pops, Paty , Godinês- e com os adultos - Sr. Madruga, Dona Florinda, Bruxa do 71 (ops, Dona Clotilde), Sr.Barriga, Prof. Lingu... Girafales, Sr.Jaiminho, Sr. Furtado.

Amo Chaves, há muitos exemplos apresentados, inúmeras metáforas que ensinam tão bem quanto a filosofia!

01/06/2008

Nadismo


Achei curiosa a coincidência deste tema ser tratado na aula, pois vim caminhando pela Av.Paulista, saindo do trabalho pensando justamente nisso, no tempo que me consome. Estou focada em trabalhar, em pensar, em produzir, em ter idéias o tempo todo, estando fisicamente no trabalho ou não, a velocidade da mente em pensar, em agir atropela os momentos de lazer, até as horas do sono...

Falamos também do livro de Ciro Marcondes Filho, Perca Tempo: é no lento que a vida acontece, que achei fantástico e vou comprá-lo o mais rápido (ou mais lento....rs) possível. E as reflexões apresentadas em aula do autor são fascinantes.

E hoje, sábado, um dia depois da aula, mais uma informação: estava ouvindo o rádio no trânsito e eis que se fala do Clube do Nadismo. Sim, um clube que promove e incentiva o ócio, o não fazer nada, não pensar produtivamente. Nesta loucura da sociedade atual em que descansar é "perder tempo" uma ótima provocação.
Os chamados sócios do clube se reúnem para não fazer nada. Deitam no chão e esvaziam o cérebro... Com os mesmos princípios do ócio criativo o excercício de não fazer nada equilibra corpo e alma e os adeptos dizem trazer bons resultados. O fundador do grupo sofreu uma exaustão provocada pelo stress em 2003 quando refletiu sobre este comportamento e passou a dedicar horas para não fazer nada.



Agora vou tentar não fazer nada...

Carpe Diem Memento Mori

Começamos a aula de 30 de maio revisitando alguns blogues e depois falamos do TEMPO.
Nossa sociedade é sempre apressada, tudo deve ser produtivo, o ritmo é sempre acelerado e cada vez mais o tempo se torna escasso.
Esta passagem "apressada" do tempo só mostra o quanto as pessoas estão cada vez mais voltadas para si, a socidade valoriza a Vida, não se fala da Morte. Entretanto a Morte está presente, ainda que não seja dita, pois é temida.
Hoje as notícias são velozes, os meios de comunicação trasnmitem os fatos em tempo real, o jornal impresso começa a sofrer com o "longo" periodo que é um dia... A internet e as tecnologias cada vez mais permitem esta interatividade e a transformação da comunicação em tempo real.
Esta dualidade nos leva à dicotomia Viver o ócio versus a Lógica da Produção.

18/05/2008

Huxley por ele mesmo


Finalizando, apresentamos uma entrevista com o próprio Huxley, tempo depois de escrita sua grante obra:

Tópicos abordados

Foram discorridos os seguintes temas dentro de Admirável Mundo Novo:
  • Estrutura Social
  • Ironia
  • Valores e ética
  • Manipulação
  • Fuga da Realidade

Em Manipulação apresentamos o seguinte vídeo, que traça um paralelo entre o condicionamento na obra de Huxley e a realidade atual, manipulada pela mídia, sobretudo a TV:

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http://br.youtube.com/watch?v=VJsDQD4s75E

Um bom resumo do comportamento da sociedade do Admirável Mundo Novo e as semelhanças da atualidade podem ser apresentadas na entrevista realizada com o Prof. Dr. João A. Zuffo, que apresenta as transformações atuais e as tendências de comportamento:

http://www.youtube.com/watch?v=238ZtRe3fM0

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Personagens

· Bernard Marx - prova viva de que o sistema é falho - o álcool colocado em seu sangue artificial produziu uma variação indesejada - um homem de casta superior com características de casta inferior - recusa-se a usar soma e é capaz de criticar a sociedade em que vive e interessar-se por outras formas de organização social - profundamente dividido entre o programa e a necessidade de livrar-se dele - às vezes acaba tomando soma. A semelhança entre Bernard Marx e Karl Marx é apenas nominal.

· Linda - jovem exatamente igual às outras de sua casta - depois que foi deixada na reserva tornou-se mãe, envelheceu e ficou gorda uma mulher horrível, totalmente diferente das mulheres da civilização - hábitos sexuais acabam lhe valendo problemas na tribo, onde a monogamia era praticada - na ausência de soma toma Peytl e Mescalina, drogas produzidas pelos indígenas do Novo México que se tornaram populares durante a década de 60 entre os jovens americanos - história de Linda mantém relações evidentes com o mito da queda (Ela estava no paraíso [civilização] e acabou sendo lançada no mundo [reserva]). Em seu novo lar experimenta a privação, o sofrimento e a velhice. Sofre em razão de suas atribulações e da lembrança da vida que tinha outrora.

· John - criado entre os selvagens, mas não como um deles. Segregado pelos demais garotos, teve uma infância difícil - odiava os amantes de sua mãe - complexo de Édipo - educação feita com base nas peças de Shakespeare, entretanto, como este tipo de conhecimento não é valorizado nem na reserva nem na civilização - John passa a ser mais discriminado em razão dele - chega ao Admirável Mundo Novo virgem e recusa-se a copular com Lenina (acusa ela de prostituta) - não consegue adaptar-se entre os civilizados - foge e acaba se tornando uma espécie de atração - semelhança entre John e Bernard - ambos são segregados e sofrem as conseqüências em razão de serem diferentes.

· Lenina – personagem feminina mais importante - referência a Lenin, ideólogo da revolução bolchevique e governante da russia de 1917 a 1923.

· Henry Foster - responsável pela reprodução em série - nome muito parecido com o inventor da linha de montagem (Henry Ford).

· Benito Hoover - atento à tudo que acontece à Bernand. Vigia-o como se fosse um investigador ou um ditador - o nome mantém relações claras com seu caráter - Benito Hoover é a união dos nomes do ditador italiano dos anos 30 e do Diretor do FBI americano por quase três décadas (Benito Mussolini e J. Edgard Hoover).

· Helmholtz Watson - amigo de Bernard Marx - leva a alcunha de um dois pais do behaviorismo - sofre de um excesso mental em razão do qual também pode ser considerado como uma falha no programa - entrega-se à poesia lírica e é condenado ao isolamento numa ilha - banimento lembra o de outro poeta (Após a Revolução de 1917 Puchkim, que foi o maior poeta romântico russo, foi banido da Rússia).

· Mustafá Mond - alusão talvez a Adolf Hitler. Ambos tinham estatura média, cabelos pretos, nariz curvo, lábios vermelhos e carnudos e olhos muito escuros e penetrantes - o D.I.C. salda-o com a mão estendida - justifica a organização da sociedade em castas no fato dos trabalhadores gostarem de suas tarefas mesmo que elas sejam odiosas - argumento inválido (afinal os membros das classes inferiores foram condicionados a gostar de seus trabalhos).

· Joana Diesel – mistura da heroína francesa (Joana D'Arc) e o combustível que move a América (diesel).

· Morgana Rothschild - mistura do nome da irmã do Rei Arthur e mãe de Mordred (Morgana) com o nome de uma das mais tradicionais famílias de magnatas americanos (Rothschild).

· Herbert Bakunin - resultado da estranha união entre o sociólogo inglês (Herbert Spencer) com o anarquista russo (Bakunin).

· Sarojoni Engles - leva o nome do parceiro de Karl Marx e Polly Trotsky, o do lider russo que ajudou a organizar o Exército Vermelho e foi banido da URSS por Stalim.

· Darwim Bonaparte – jornalista - leva o nome do pai da teoria da evolução das espécies (Charles Darwim) e do imperador francês (Napoleão Bonaparte)

17/05/2008

conhecendo Admirável Mundo Novo


Utopia aparentemente impossível
Mantém profundas relações com a história do homem - especialmente com o momento em que o livro foi escrito (época em que as ditaduras e os governos totalitários se espalhavam pelo mundo).


Fábula futurista
Sociedade completamente organizada sob um sistema de castas (em sociologia, são sistemas tradicionais, hereditários ou sociais de estratificação, ao abrigo da lei ou da prática comum, com base em classificações tais como a raça, a cultura, a ocupação profissional, etc.)


ENREDO

O livro Admirável Mundo Novo, escrito por Aldous Huxley em 1931, é uma "fábula" futurista relatando uma sociedade completamente organizada, sob um sistema científico de castas. Não haveria vontade livre, abolida pelo condicionamento; a servidão seria aceitável devido a doses regulares de felicidade química e ortodoxias e ideologias seriam ministradas em cursos durante o sono.


Essa Sociedade "perfeita" é mostrada por Huxley através da história de uma jovem típica, pertencente a uma das castas altas, que, em uma crise existencial, conhece uma reserva de selvagens e particularmente um selvagem (a reserva é uma alegoria para o mundo real). Os dois personagens representam o antagonismo entre a nova e a velha sociedades, os novos e os velhos padrões. Ela vive em uma sociedade formada por pessoas pré-programadas genética e psicologicamente para desempenhar um papel social e gostar deste, sem questionar ou desejar, nem mais nem menos, simplesmente ser o que lhe foi designado pelo Estado, mantenedor do Bem-estar geral.


O selvagem, Bernard Marx, sente-se insatisfeito com o mundo onde vive, em parte porque é fisicamente diferente dos integrantes da sua casta. Num reduto onde vivem pessoas dentro dos moldes do passado (uma espécie de "reserva histórica" - semelhante às atuais reservas indígenas - onde preservam-se os costumes "selvagens" do passado (que corresponde à época em que o livro foi escrito), quando Bernard encontra a jovem oriunda da civilização e o filho dela, John, ele vê uma possibilidade de conquista de respeito social pela apresentação de John como um exemplar dos selvagens à sociedade civilizada.


Na obra, o autor mostra sua visão do futuro e profetiza um mundo bem diferente do que existia em sua época. Para ele, em 1931 vivia-se o pesadelo da excessiva falta de ordem, enquanto a sua fábula no século VII d. F. (depois de Ford) seria o pesadelo da ordem em demasia. Segundo ele próprio constata no seu Regresso ao Admirável Mundo Novo, escrito vinte e sete anos depois, em 1957, aquilo que ele imaginava num futuro distante, ou seja, as profecias feitas em 1931 já começavam a se realizar mais depressa do que ele pensava e O abençoado intervalo entre a excessiva falta de ordem e o pesadelo da ordem em excesso não começou e não dá sinais de começar. Como já citado, Huxley profetizou em Admirável Mundo Novo, uma civilização de excessiva ordem onde todos os homens eram controlados desde a geração por um sistema que aliava controle genético (predestinação) a condicionamento mental, o que os tornava dominados pelo sistema em prol de uma aparente harmonia na sociedade. Não havia espaço para questionamentos ou dúvidas, nem para os conflitos, pois até os desejos e ansiedades eram controlados quimicamente pelo "Soma", sempre no sentido de preservar a ordem dominante. A liberdade de escolha estava restrita a poucas matérias da vida. As castas superiores eram decantadas em "betas", "alfas" e "alfas-mais" e se originavam de óvulos biologicamente superiores, fertilizados por esperma biologicamente superior, recebendo o melhor tratamento pré-natal possível. Já as castas inferiores, bem mais numerosas, recebiam um tratamento diferenciado: provinham de óvulos inferiores, fertilizados por esperma inferior, passavam por um processo denominado Bokanovsky (noventa e seis gêmeos idênticos retirados de um só ovo) e eram "tratados prénatalmente, com álcool e outros venenos proteínicos".

Contexto Histórico

Década de 1930
É tida como uma das épocas mais sangrentas de toda a história mundial. Neste período, Hitler ascende ao cargo de chanceler na Alemanha e tem início o genocídio do que chamava de "raças inferiores", em especial os judeus. Tem início a Segunda Guerra Mundial.

Nos Estados Unidos, Franklin Roosevelt dá início ao New Deal, o plano de recuperação econômica após a quebra da bolsa de Nova York, em 1929.

Os movimentos totalitários começam a eclodir também em outros países europeus, com Mussolini na Itália, Salazar em Portugal, Francisco Franco na Espanha e Stálin na União Soviética, além de Hitler na Alemanha.

No Brasil, um golpe de Estado de Getúlio Vargas dá início à Revolução Constitucionalista em 1932, organizada pelo estado de São Paulo. Chega ao fim a política do café-com-leite e tem início o Estado Novo.

Na Etiópia era coroado como Imperador Ras Tafari, Rei dos Reis, Senhor dos Senhores e Leão de Judá, que agora adotara o Nome de Haile Selassie (Poder da Trindade).

16/05/2008

Seminário Admirável Mundo Novo

Apresentamos nesta sexta-feira, 16 de maio, o Seminário Admirável Mundo Novo. O livro é maravilhoso e rico em conteúdo, portanto foi difícil limitar a apenas um assunto, porém decidimos por Elementos de Mídia em Poder em Admirável Mundo Novo.
Iniciamos nosso trabalho com um clipe do Iron Maiden, The Brave World
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10/05/2008

"Aleluia! O neném faz xixi azulzinho"

Iniciando o livro de Toscani, lemos com a participação especial da leitura de locutor de nosso colega de classe o texto "Aleluia! O neném faz xixi azulzinho", excelente crítica do Toscani à publicidade.


O autor expõe a Publicidade, quando puramente mercadológica, como vilã, que cria uma ilusão de vida sem problemas, sujeira, crime, violência ou qualquer outra coisa que não traga felicidade plena.


Diante disso, Toscani propõe a "função" do publicitário como provocador da reflexão do processo social, que por meio de seu trabalho eduque, comunique e revele talentos. Tudo o que for publicidade fora disso, ele "convoca" um Processo de Nuremberg da Publicidade:




Crimes de malversação de somas colossais
Crimes de inutilidade social
Crimes de mentira
Crimes contra a inteligência
Crimes de persuasão oculta
Crimes de adoração às bobagens
Crimes de exclusão e de racismo
Crimes contra a paz civil
Crimes contra a linguagem
Crimes contra a criatividade
Crimes de pilhagem


"A publicidade não vende felicidade, ela gera depressão e angústia. Coléra e frustração"(Oliviero Toscani)

A publicidade é um cadáver que nos sorri...

Na aula deste dia 09 de maio falamos sobre Publicidade. Iniciamos com antigos vídeos de propagandas feitas pelo Olivetto e nos divertimos muito.

Notamos como muitas propagandas foram inovadoras para suas épocas, como algumas são lembradas até hoje e ainda aquelas que causam riso e boa recepção mesmo décadas depois de terem sido criadas.

Vimos propagandas não só comerciais, como também propagandas institucionais e que transmitem um apelo "social", como aquela que diz não ao preconceito para contratar pessoas com mais de 40 anos.



Depois refletimos um pouco a partir de comentários do livro "A publicidade é um cadáver que nos sorri" do italiano Oliviero Toscani, mundialmente conhecido pelas inusitadas campanhas da Benetton.


"Sem publicidade não existiria veículo de massa". Neste mundo globalizado, centrado no consumo, a publicidade é fundamental, porém notamos que a publicidade não tem como função apenas o sentido estritamente comercial, de consumo, ela pode promover informação e comunicar diferentes discursos e ideais.

Imagem que causou polêmica, mas foi uma publicidade em prol de uma boa causa: o combate à anorexia, estrelada por uma modelo italiana, anoréxica desde os 13 anos:


Algumas propagandas de Toscani para Benetton:















































20/04/2008

Sobre Aldous Huxley

Filho de uma família de classe média alta, Aldous Huxley teve uma educação privilegiada. Devido a um problema na retina, quase ficou cego aos dezesseis anos. Parcialmente recuperado, aprendeu braile. Estudou no Eton College e no Balliol College, em Oxford, graduando-se em inglês em 1916.

Seu primeiro volume de poemas foi publicado em 1916 e em 1920 lançou mais duas obras. Atuou como crítico literário e teatral e escreveu artigos para várias revistas. Em 1919 Huxley casou-se com Maria Nys, com quem teve um filho, Mathew.

Em 1921 publicou seu primeiro livro de crítica social, "Crome Yellow". Durante a década de 1920, Aldous Huxley conviveu com o grupo de Bloomsbury, do qual fazia parte artistas, intelectuais e escritores, como Virginia Woolf, e publicou mais de uma dezena de livros, entre os quais "Contraponto", que obteve grande sucesso.Por volta de 1930, Aldous Huxley estabeleceu-se na França, onde escreveu sua obra mais conhecida, "Admirável Mundo Novo", com a qual ganharia fama internacional. Através de uma sombria ficção científica, o escritor estabeleceu uma visão pessimista de uma futura sociedade tecnológica.

Em 1937, Huxley mudou-se para a Califórnia, nos Estados Unidos, onde abandonou a ficção e passou a se dedicar a escrever ensaios e roteiros para cinema. Entre os vários roteiros que elaborou, estão "Orgulho e Preconceito", uma adaptação do romance de Jane Austen, de 1940, e "Jane Eyre", de 1944, com Orson Welles no elenco.Em 1954 Huxley publicou "As Portas da Percepção", em que relata experiência de ampliação da consciência através do uso da mescalina, um potente alucinógeno. Huxley tornou-se um guru para a comunidade hippie e passou a interessar-se por filosofias orientais. Em 1956, um ano depois da morte da primeira esposa, Huxley casou-se com a psicoterapeuta Laura Archera.

Em 1962 o escritor lançou seu último romance, "A Ilha". Aldous Huxley morreu no dia 22 de novembro de 1963, no mesmo dia em que o presidente John F. Kennedy foi assassinado. Suas cinzas foram enterradas na Inglaterra, no túmulo de sua família.

Admirável Mundo Novo (e outros livros) on-line

Prezados,

Para quem tiver interesse, a obra a ser tratada em seminário no próximo mês também pode ser lida virtualmente na Biblioteca virtual Alfredo Braga:

Obras de grandes autores como Platão, Saramago, Oscar Wilde, Machado de Assis, Umberto Eco, entre outros, podem ser lidas nesta Biblioteca também:

Boa leitura!

Cultura McWorld

Na última aula, 18/04, comentamos o texto supracitado, de Benjamin R. Barder, lido antes da aula. O autor compara esta nova cultura a um cavalo de Tróia que invade as culturas locais, centrada no poder e na informação que impõem, cujo foco é a Cultura de Mercado, formando consumidores e não cidadãos.

"Sou alguém porque sou consumidor": esta cultura faz cidadãos-consumidores e há sempre algo que possa ser consumido, independente da classe social. Nesta cultura de mercado, os indesejáveis são os atrasados e os que imaginam uma outra possibilidade, de respeito às diferenças, onde seja possível construir a alegria na diferença e na pluralidade.

Ainda na Cultura de Mercado, sujeito e objeto negociam chegar numa ilusão de reciprocidade. Entretanto todos podem consumir, mas nem todos podem consumir as mesmas coisas.

Compra-se tudo, mas não se encontra a vida. O autor nos faz a pergunta: Restarão cidadãos?

18/04/2008

E a novela continua..."Caso Isabella faz audiência de telejornais crescer até 46% "

Está mais do que claro o interesse comercial e não informativo dos jornais ao divulgar o caso da menina Isabella.
Caso Isabella faz audiência de telejornais crescer até 46%
da Folha Online

Com a cobertura da morte da menina Isabella Nardoni, 5, a audiência dos telejornais cresceu até 46% na primeira quinzena deste mês em relação ao mesmo período de março --é o caso do "Brasil Urgente", da Band. A informação é da coluna Outro Canal, de Daniel Castro, na Folha desta sexta-feira .

A audiência do "Balanço Geral", da Record, cresceu 25%. Ontem, o programa tinha em seu cenário uma cama, como se fosse a de Isabella. Já o "Fala que Eu Te Escuto", da Igreja Universal, "reconstituiu" o crime com atores.
Ao caso Isabella também são atribuídas as consecutivas lideranças da Record no período matutino.
No "Jornal Nacional", a cobertura chegou a ocupar 15 minutos e 20 segundos na edição da última terça-feira (15), o equivalente a 37% do telejornal. A Globo mobilizou 18 repórteres, oito produtores e 20 cinegrafistas para cobrir o caso. Eles fazem plantões permanentes em casas de parentes de Isabella e em delegacias.

12/04/2008

O mito da Caverna

De maneira muito doce o prof. Dimas nos contou o Mito da Caverna, da bela República de Platão. Este mito consiste em que todos nós vivemos dentro de uma escura caverna, acorrentados e condenados a ver sombras e tomá-las como verdadeiras. Somente um homem corajoso decidiu sair da escuridão e com muito esforço saiu da caverna e pôde ver a luz fora dela, conduzido por EROS, diante de um gesto amoroso, em busca do Conhecimento. Platão se referia ao seu grande mestre Sócrates.

Platão nos mostra que DOXA é a opnião sobre o real (as sombras da caverna). E ALÉTHEA é a verdade (a luz, fora da caverna)

A mídia tem este poder de criar imagens projetadas na parede e produzir uma realiadade que não existe. Pois, antes seu papel era representar um fato. Atualmente, usando os termos de Humberto Eco, com a NeoTV a qual reconstrói o fato, uma construção midiática, e então faz uma representação da representação, o simulacro.

Essa poderosa crítica à condição dos homens, escrita há quase 2500 anos atrás, inspirou e ainda inspira inúmeras reflexões.

Para ilustrar o mito da Caverna, assistimos a um trecho do filme Para além do Jardim (1979). Vimos o começo de filme, no qual Chance (Peter Sellers) é um simplório jardineiro que nunca antes havia deixado a residência de seu patrão, até o dia em que este morre. Tudo o que ele conhecia sobre o mundo foi deturpado pela imagem da televisão, que era a sua única referência da realidade.

Depois de muita discussão sobre o assunto, tivemos o segundo mini-seminário, apresentando A mídia e o medo no caso PCC. Foi um bom gancho com os temas abordados anteriormente na aula, visto que a mídia fez uma grande "promoção" do PCC, alardiando os fatos, distorcendo alguns e exagerando muito. Discorremos sobre a questão da ética do jornalismo, o papel dos profissionais de comunicação em representar os fatos e não fazer uma "representação da representação" ou uma nova construção do real.

É algo para pensar muito e sempre...

Albergaria: "Caso Isabella virou novela doentia"

Discutimos na aula da última sexta-feira, 11/04, um caso atual e que ilustra bem a relação de mídia e poder...
A morte de Isabella Nardoni, 5 anos, deu início a uma novela midiática à procura de desfecho. Em 29 de março, a menina morreu após uma queda da janela do apartamento do pai, Alexandre, na Zona Norte de São Paulo. A polícia investiga a autoria do crime e tem como principais suspeitos o pai e a madrasta de Isabella, Anna Carolina.

Há indícios de que ela tenha sido assassinada. Esse é o enredo central. O resto, segundo o antropólogo Roberto Albergaria, é a construção de uma novela "trágica" e "doentia".

Doutor em Antropologia pela Universidade de Paris VII e professor da Universidade Federal da Bahia, Albergaria critica os exageros da cobertura midiática e aponta uma abordagem "classista" e "racialista" do crime. "Porque é uma menina de classe média, bonitinha, e aí vem a estética", afirma.

- Há um lado doentio, e quem alimenta essa doença, que se tornou uma epidemia como a dengue, é a própria mídia. Porque há um viés "comunicacionista" ao se alimentar de forma mórbida uma história trágica. E transformar essa história trágica numa novela, no mesmo estilo das novelas das grandes televisões: mexicana.
Reviravoltas, vídeos da menina, sangue nas camisas, testemunhas surpreendentes (o garçom do bar em que a tia de Isabella estava no dia da morte), os parentes, os vizinhos (personagens fatais na obra de Nelson Rodrigues), compõem o painel da novela. Para Albergaria, o crime virou "metade da pauta da mídia durante semanas e semanas".

- O caso da menina veio a calhar para a mídia porque junta todas essas determinações: o classismo, o racialismo, o infantilismo... E, sobretudo, o "comunicacionismo", uma das coisas mais doentias que existe hoje. É você explorar algumas misérias, seletivamente, como forma de emocionar as multidões.

O antropólogo enxerga outra distorção: ajudada pelo mistério, a novela em que se transformou o caso Isabella vale mais do que os fatos, e tira do debate público temas mais relevantes.

- A mídia é o grande filtro. O espaço ocupado por essa menina é o espaço retirado de coisas muito mais importantes para a vida coletiva. Mas isso é um fato emocionante. A emoção vale mais do que a razão. A novela, o enredo, vale mais do que o fato - analisa Albergaria.

Modernidade líquida

Continuando ainda a aula anterior, falamos sobre a teoria de Modernidade Líquida de Zygmunt Bauman, o qual afirma que "A Sociedade Moderna, como os líquidos, se caracteriza por uma incapacidade de se manter a forma".

sólido versus líquido


Mídia: Nela os conceitos e interesses se almodam ao sabor das ondas, aos altos e baixos e às discrepâncias da natureza, superfície plena que cobre todo o planeta que afaga e afoga...


06/04/2008

Entrevista Exclusiva

Entrevista realizada com Roberto Guimarães, jornalista e escritor, sócio-proprietário do estúdio BIZU - Design com Conteúdo, fala sobre o jornalismo e suas relações com o poder. Este vídeo foi exibido durante o mini-seminário do dia 04 de abril. Confiram!

video

Platão versus Aristóteles




Começamos a última aula com este belo afresco de Rafael, no Vaticano, datado de 1508: Escola de Atenas, Sala da Segnatura.


Nesta imagem, Rafael representou os maiores pensadores de todos os tempos, especialmente os da Grécia Antiga onde alguns deles estão personificados em homens famosos do renascimento. Platão é parecido com Leonardo da Vinci, Euclides com Bramante e Miguel Ângelo tem o aspecto de Heraclito. Talvez fosse uma maneira de Rafael ligar o passado ao presente e de prestar homenagem aos seus grandes contemporâneos.


No centro da figura temos os dois grandes filósofos do mundo clássico: Platão e Aristóteles. Platão, representando a filosofia abstrata e teórica, segura uma cópia do seu livro Timaeus e aponta para o alto, para o mundo das formas ideais (ou matemáticas). Aristóteles, discípulo divergente de Platão, segura uma cópia do seu livro Ética, gesticula em direcção ao que o rodeia a indicar a sua preocupação com o mundo concreto e material representando a filosofia natural e empírica. Provavelmente a intenção de Rafael era mostrar os diferentes caminhos do conhecimento.
Acima, nas laterais, estão Apolo, o deus do sol, do pensamento e da meditação, e Minerva, símbolo do conhecimento e da sabedoria. Novamente a dualidade, que aponta para o equílíbrio entre os extremos.


Assim, não basta discutir teoricamente, há sempre o empírico. Nenhuma análise deve ser extrema e sim buscar um ponto de vista epistêmico, que contemple as diversas formas e percepções e a mídia não pode, ou não deveria, apresentar um ponto de vista só.

Bibliografia - Mini-seminário

BIBLIOGRAFIA
CARTA,G.; ARRUDA,J; MENEZES,C.; ALI, T. O retiro de Fidel .Carta Capital, São Paulo, Ano XIV,n. 484 , pp.28-38, 27 fevereiro 2008
COSTA, A . Um país de muito passado agora tem algum futuro.Veja, São Paulo, Ano 41,n.8, pp.68-79, 27 fevereiro 2008.
Entrevista com o jornalista Roberto Guimarães, na Produtora Bizu , São Paulo, 02 de abril 2008.
SITES
Revista Veja
Revista Carta Capital

Números: Veja


• Racionamento de alimentos na ilha desde 1962
• Mostra os itens de uma libreta (lista mensal de itens alimentícios que um cubano tem direito) que nos armazéns do governo sai por 20 pesos.
• Afirmam que a libreta é suficiente para apenas 1 semana. No restante do mês o cubano gasta 160 pesos para comprar a mesma lista em mercados livres
• Sendo que o salário médio é de 265 pesos mensais

• Cita a relação de Cuba e Venezuela, que subsidia petróleo em troca de médicos e professores cubanos
• Estampa fatores econômicos que comprovariam a suposta má administração de Fidel durante os 49 anos no poder.
• Em todos os itens comparados (antes e pós Fidel), como dívida externa e mortalidade infantil, houve uma suposta piora significativa.








Números: Carta Capital



• Retrata as mortes e prisões provocadas pelo regime Castrista durante a repressão.
• Cita episódios como a execução dos integrantes do governo Batista, a invasão da Baía dos Porcos, e a execução de 3 dos 11 seqüestradores de um barco de turistas.



Entrevistas: Veja

Veja dedicou 1 ½ página a entrevista com o dissidente cubano, Héctor Palácios, de 64 anos, preso em 2003 e condenado a 25 anos de cadeia por sua atividade oposicionista ao governo de Fidel. Ele está na Espanha de licença médica, cuidando das doenças que adquiriu na prisão.


Ao responder a primeira pergunta feita pelo jornalista Thomaz Favaro, Palácios afirma que com a saída do ditador "qualquer um será melhor para Cuba que Fidel".
Define Fidel Castro como apegado ao poder e obstinado em evitar mudanças. Diz que a saída de Fidel traz otimismo, mas nada mudará substancialmente até a sua morte.

Entrevistas: Carta Capital

Carta Capital dedicou 6 páginas a entrevistas com escritores, historiadores e analistas políticos para analisar a saída de Fidel do poder e o destino de Cuba. A revista busca diferentes opiniões no intuito de esclarecer o leitor.


Escritor Tariq Ali
Enxerga aspectos positivos no governo de Fidel, mas lamenta a centralização de poder. Fala dos ganhos da Revolução cubana e do perigo da volta de cubanos exilados que moram hoje nos EUA. "Se Miami se mudasse para Cuba, todo o trabalho realizado desde 1959 seria destruído“.





Historiador José Robson Arruda
São 3 páginas de entrevista pingue-pongue. O historiador é descrito como "um raro pensador, capaz de produzir uma argumentação equilibrada sobre o tema". A entrevista permeia os legados de Fidel, o futuro de Cuba, as relações com os EUA e faz uma comparação entre os líderes Fidel e Hugo Chávez.


Analistas Políticos como Emir Sader
Rumos de Cuba: O Castrismo permanece!
"Mas não se coloca a hipótese de acabar com o regime socialista. A perspectiva para Cuba sem o socialismo é ser um Haiti, o que ninguém por lá deseja". Nesta mesma entrevista, são consultados mais 4 pessoas, dentre eles Tilden Santiago, ex-embaixador brasileiro em Cuba e Tullo Vigevani, professor de Relações Internacionais da Unesp.

05/04/2008

Linguagem empregada - parte 1

Veja

Carta Capital

Ditador

Líder

Fantasma assombrando

Continua a ser o ideólogo do regime – 2 vezes

Renúncia

O afastamento do governo

Reconheceu o dever de não se aferra a cargos nem obstruir o caminho aos mais jovens

A renúncia é, a rigor, simples anúncio de que não aceitará mais um mandato como presidente e comandante em chefe

Tenebrosa herança

O bom-senso e os limites do corpo acabaram por prevalecer

Crime

Governo formalizado desde 31 de julho de 1959

Ataque suicida

Arrogante, mas farsesca

Insistência de Fidel de que o regime não era de um homem só

Fase terminal de uma grave doença

Doença gastro-intestinal grave

Linguagem

Comparação da linguagem usada pelas duas publicações




Matéria da Carta Capital - 5 pp + 6 (matérias Gianni Carta/Tariq Ali; José J. Arruda; Cynara Menezes)
Título: O retiro de Fidel







Matéria da Veja - 11 páginas + 1 e 1/3 pág. (coluna R. Azevedo)
Título: Um país de muito passado agora tem algum futuro

Análise das Capas

A imagem escura, traçando a silhueta de Fidel sobre a luz, pode passar inúmeras interpretações.
A chamada: “Cuba sem Fidel” nas cores da bandeira cubana, conotativamente erguem a bandeira do país. O uso da cor vermelha para as palavras “Cuba” e “Fidel” pode referir-se ao sangue, como significado de luta e vitória, como se Fidel representasse o que Cuba é hoje.
O conjunto direciona o pensamento a uma idéia de melancolia pelo desligamento de uma personalidade heróica.







A chamada: “Já vai tarde”, seguida de um breve texto de palavras exageradas, carrega outra simbologia em relação à outra revista.
A silhueta em frente à luz remete ao obscuro, como se o “ditador” tapasse a claridade, referente ao conhecimento, clareza e verdade.
O texto, já explícito, carrega ainda a cor das cinzas; Fidel, enfim, foi destruído. A legenda de tamanho diminuído minimiza sua importância e poder, reforçando a idéia. Para complementar ainda mais a parcialidade do veículo, uma chamada sobre Lula e o sucesso do capitalismo, incita a comparação dos sistemas de economia.


Introdução

Existem quatro grandes revistas semanais de informação no Brasil. Veja, Carta Capital, Época e Istoé. Todas elas com linhas editorias e ideologias diferentes.
Resolvemos analisar duas delas (Carta Capital e Veja) e comparar como é feita a cobertura de alguns assuntos, principalmente àqueles de cunho ideológico.

Apresentação, por elas mesmas, das revistas:
* Carta Capital
* Veja

A culpa é do Fidel!

Depois de muita conversa, idéias, discussão, polêmica e sugestões, democraticamente chegamos a um acordo para escolher o tema a ser trabalhado no mini-seminário, primeira parte das avaliações realizadas durante o curso Mídia e Poder.

Pois bem, A Culpa é do Fidel, pois decidimos usá-lo como ilustração para retratar a imparcialidade as diferenças em se apresentar um mesmo fato em dois veículos "iguais". Escolhemos duas linhas editoriais distintas: Carta Capital e Veja.

Acompanhe a seguir as discussões levantadas, a apresentação das revistas e aspectos interessantes no que diz respeito à semiologia, linguagens, imagens, discursos e um pouco mais nas matérias que retratam a renúncia de Fidel Castro ao poder, em fevereiro de 2008.






Admirável grupo novo

Eis o corajoso grupo que desbravará as páginas destes livros nos próximos dias:


Amanda Moreira
Cinara Freitas
Iuri Barros de Freitas
Leandro Breda
Luana Orlandi
Luciana Maffra
Luiz Antonio Galvão Luana Orlani
Marcio Harada Penna
Mariana Hui
Thaís de Jesus (eu!)





Apresentaremos o Seminário no dia 16 de maio.


Aguardem...

Poesia x Mídia




Aqui está um poema que retrata bem o que a mídia faz quanto tem "poder". Um poema que continua atual:



EU, ETIQUETA
Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, permência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade,
Trocá-la por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso de outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solitário
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio Ora vulgar ora bizarro.
Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer principalmente.)
E nisto me comparo, tiro glória
De minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
Que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
Meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas idiossincrasias tão pessoais,
Tão minhas que no rosto se espelhavam
E cada gesto, cada olhar
Cada vinco da roupa
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo dos outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mas artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.

Carlos Drummond de Andrade

Apresentação

Gostei da proposta do curso em promover a criação de blogs para comentários e reflexões sobre as aulas, pois já tenho como hábito fazer anotações durante as aulas e, no mesmo dia, ou no máximo no dia seguinte à aula, digitar o que digitei, refletir um pouco sobre o que foi apresentado na aula e assim estudar e revisar o conteúdo.
Agora esta minha prática tornou-se uma parte da aula e pode ser compartilhada com mais pessoas, o que é melhor ainda.

Sejam bem-vindos!